Este blogger foi criado para registrar eventos ocorridos no âmbito dos AMIGOS CFP, sem fins lucrativos

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

X ENCONTRO AMIGOS CFP - AGOSTO DE 2013



Olá, Amigos!
Mais uma vez, o Encontro dos Amigos CFP foi muito bom, ou melhor, excelente!
O local, o churrasco sangrando ou bem passado, a música de muito bom gosto (violão e flauta), as cervejas (Antartica e Skol bem gelada), vinhos variados, tudo ótimo.
Bem, as fotos não mentem!




























































quinta-feira, 27 de junho de 2013

MINISTRO SAULO DINIZ - HOMENAGEM

Amigos (as)
Ficamos envaidecidos pela iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF) em homenagear o centenário do nosso saudoso pai Ministro Saulo Diniz. Em razão disto gostaríamos de compartilhar com vocês o registro da jornalista Jane Godoy no jornal Correio Braziliense. 
Sugerimos salvar o anexo, em seguida utilizar o zoom.
Abraços
Família Sabino/Diniz


sábado, 25 de maio de 2013

NO FRIGIR DOS OVOS!

No frigir dos ovos.
 
Foto: internet

 Pergunta:
Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?

Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
Está respondido ???

Contribuição: Ely Theresinha-BA

sexta-feira, 3 de maio de 2013

X ENCONTRO AMIGOS CFP




XI ENCONTRO AMIGOS CFP
http://letras.mus.br/roberto-carlos-erasmo-carlos/48552/
Acesse o link acima e deixe rolar as várias canções.
Dia 29 de agosto de 2014
Local e demais informações através do GRUPO AMIGOSCFP

Acesse o blogger, diga do que mais gostou desde a sua criação, mande o nome do título para o amigoscfp@googlegroups.com e concorra a prêmios surpresa que serão sorteados no XI ENCONTRO DOS AMIGOSCFP.
A participação é livre para todos os inscritos no GRUPO e, o sorteio será feito somente com os presentes no Encontro.
Quanto mais vezes você mandar,  via GRUPO, mais chances terá de ganhar;
Você receberá o seu nº de inscrição através do GRUPO, o qual deverá ser depositado na urna, no dia do Evento, colocando o seu nome e o título do que mais gostou no blogger.
Inscrições abertas de 01 de maio até  18h00 do dia 20 de agosto de 2014.
Se você quiser ficar fora dessa, não tem problema, mas "Comer moraremos&beber moraremos" o décimo primeiro aniversário  de convivência.
Venha! Participe!
Não perca.  A sua participação alegrará a todos os presentes.

A SAGA CONTINUA...


A Saga Continua...

Já se passaram três anos e, os Cavaleiros dos Pampas e do Planalto Central não se encontraram.
O que terá acontecido a ambos?
Percorrendo os caminhos que ambos deveriam fazer, descobrimos que houve mudanças acentuadas e, depois das mulas do Cavaleiro do Planalto ter empacado, “Sir Felica” resolveu montar num jegue, mas como todo jegue que se preza voltar pra sua terra natal, foi o caminho achado pelo equino, que apesar de pequeno, tinha o nome de “valente”.
Devido à distância entre os Pampas e o Planalto, “Sir Felica” adormeceu e, quando acordou, estava em pleno nordeste, à beira mar. Tentando retornar e seguir o seu destino anteriormente traçado, mas não assimilado por “valente”, eis que o jegue num momento de irritação joga o nosso “cavaleiro andante” ao chão, na areia da praia e, os transeuntes sem entender nada, continuam em seu passeio à beira mar.
Foram dias e dias nessa viagem perdida de ida e volta, mas agora, para competir par a par com o “Sir. Bili”, eis que flagramos o “Sir Felica” montando também um “Manga Curta Trotador”, mais conhecido com “pangaré busca-pé”.
Nota do Editor:
·       Nos links abaixo, poderão rever os episódios anteriores, devendo os comentários ser feitos no próprio blogger;
·       Qualquer semelhança com outros personagens é pura coincidência.
·       Próximo episódio: sabe lá quando!


  1. http://cfpamigos.blogspot.com.br/2010/11/vem-ai-os-cavaleiros-dos-pampas-e-do.html
  2. http://cfpamigos.blogspot.com.br/2011/10/quem-e-mais.html
  3. https://docs.google.com/file/d/0B2D0Fbtk8PtsdDhydzVLbHdxMkk/edit?usp=drive_web
-- 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

COISAS DE UM BRASIL DISTANTE (Ou como acabar com a malária)


Coisas de um Brasil Distante(Ou Como Acabar com a Malária)


Nosso reconhecimento e nossa eterna gratidão aos dirigentes, chefes setoriais, amigos e colegas da ex-CFP daquele tempo de pioneirismo e redobrada dedicação que, mesmo depois de tantos anos, ainda insistem em marcar nossas vidas: a minha e a do grande amigo Ivan De Lamônica.

O nome primitivo - Gleba Massapé – ficou para trás, virou passado. Morimã Apiaká, o intermediário da pacificação dos índios “Beiço-de-Pau”, não trabalhava mais para a  colonizadora Conomali e nem era lembrado como deveria. Os seringais nativos, exauridos, não atraiam mais extrativistas. As quatro dezenas de sobreviventes da etnia “Beiço-de-Pau”, a maioria crianças, adolescentes e idosos, não assustavam e nem amedrontavam mais ninguém. Levados para o Xingu, depois de quase exterminados pelo “amigo” branco, afetados pela gripe, sarampo e pneumonia. E pasmem: açúcar com
arsênico presenteado por seringueiros. Inacreditável crueldade, mas é verdade. No Parque Indígena do Xingu perderam a identidade e foram absorvidos pelos parentes Suyá.
O branco novamente era senhor de mais uma imensa área vazia, quase inteiramente virgem, imemorialmente de posse secular e ancestral de várias nações indígenas. Prevalecia, agora, a determinação institucional e empresarial de povoar e colonizar. Sinais de novos tempos. A Agricultura praticada era a de sobrevivência, assentada, basicamente, na produção de arroz, milho e feijão. A voraz extração madeireira ditava o rumo e o ritmo da economia.
A Gleba Massapé, projeto de colonização privado e com um pequeno núcleo urbano, transitando para mudar de nome e se chamar São José do Rio Claro, tinha seu povoado situado logo depois do belo e piscoso rio Claro. Ficava no município de Diamantino, terra natal do atual Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
A pequena e calorenta cidade, associada a Rosário Oeste, formava a dupla de sentinelas avançadas que dispunha de precárias estruturas. Foram, por muito tempo, as bases para a ocupação colonizadora do médio, noroeste e extremo norte mato-grossense. Claro, com a indispensável parceria com o avião de pequeno porte, senhor dos ares e demolidor de
distâncias. Chegava onde quase nenhum outro meio de transporte até então se atrevia a chegar.
O município diamantinense, surgido no faustoso período da mineração que buscava arrebanhar ouro e pedras preciosas para a corte portuguesa, tinha mais de dois séculos e meio de existência, tradição e história. Os tempos de glória e abundância mineradora haviam acabados. Restaram alguns lampejos de progresso e riqueza vividos no decurso dos ciclos exploratórios da borracha durante as 1ª e 2ª grandes guerras que assolaram o mundo no começo e no meio do século passado.
O seu “redescobrimento”, no início dos anos 70 veio com a construção das BR’s-364 e 163 e com o processo migratório de gente oriunda do sul do País, sustentado por um gigantesco lastro de programas e créditos proporcionados pelo governo militar, como o Polocentro, Polamazonia, Pin/Proterra, Pró-Cal, Pronazem, Probor I e II, incentivos fiscais da SUDAM e Política de Garantia de Preços Mínimos - PGPM. Dinheiro público não faltava para a implementação dos instrumentos de fomento agropastoril, fixação de
infraestrutura, colonização e garantia de preços agrícolas.
O empreendimento colonizador da Gleba Massapé, comandado pela família Briante, localizado mais ao norte e ao redor de 130 quilômetros da cidade de Diamantino, desfrutava de um emergente processo de ocupação e crescimento populacional, porém com grandes e variadas precariedades, como era bem comum naqueles tempos. O tamanho do território diamantinense, à época, era de fazer inveja a alguns países europeus.
A área da colonização dava com seus costados na margem esquerda do rio Arinos, com suas águas escuras, assim tingidas pela enorme presença de matéria orgânica. O cenário aquático, em princípio, era assustador. Para o Arinos confluía e ainda conflui o rio Claro. No encontro dos dois, não muito distante da balsa, havia um antigo cemitério, com
mais ou menos 30 sepulturas toscas, com o curioso nome de “Cemitério dos Esquecidos”, conforme indicava uma pequena placa de madeira, quase caindo, escrita em sofrível português. Fui conhecer a mistura das duas águas.
Um índio Kayabi, ao redor dos 40 anos de idade, que por ali perambulava, segurando uma garrafa de aguardente, com seu líquido bastante consumido, veio, com desembaraço, ao meu encontro usando um linguajar arrastado, misto de português pouco dominado e o tupi de sua etnia. Queria fazer negócio, oferecendo-me castanha-do-pará em casca, trazida lá das longínquas bandas de Porto dos Gaúchos, no rio abaixo. Não deu negócio. Mas, facilitou o começo de um prolongado diálogo, meio incompreensível, em virtude da triste exibição do que de pior o “civilizado” lhe ensinara como troféu da dominação imposta: a ingestão de bebida alcoólica.
Num instante de altivez e clareza de memória disse-me ele que o cemitério“ abrigava” garimpeiros, castanheiros, seringueiros, poaeiros, peões, mateiros e outros aventureiros sem a correta identificação pessoal e profissional. A maioria dizimada, implacavelmente, pela malária, quando vinha em busca da frágil assistência médica em Diamantino pelas mãos do incansável e abnegado Dr. Mazagão.
Conheci a região no período final da mudança de nome. Mas, foi no trimestre inicial de l980, que o Ivan De Lamônica, titular da Agência Regional da ex-CFP, seguindo para Porto dos Gaúchos e a então vila de Juara passou por Diamantino onde pousou a “gigante” aeronave que o conduzia e nos encontramos no campo de aviação, no “Novo Diamantino”.
No rápido encontro, deu-me notícias, atualizou-me das coisas do mundo urbano e repassou instruções. E mais: disse que havia uma demanda pela presença e atuação da ex-CFP em São José do Rio Claro, pois a produção de arroz, como cultura anual e “amansadora de terras” já se fazia presente em razoável escala. Recebi a determinação para me deslocar até lá e avaliar a necessidade da implementação de um posto de compras,com um mínimo de estrutura. Ordem dada, missão a cumprir.
No mesmo dia busquei auxílio junto a EMATER local (atual EMPAER-MT), inesquecível parceira da ex-CFP na interiorização e disseminação da PGPM, com a intenção de conseguir um veículo e um funcionário para realizar a viagem. Não podia imaginar a epopéia que viveria na companhia do extensionista “Valdir Cafezinho”.
No dia seguinte, bem cedo, com o veículo do tipo jipe Gurgel abastecido e com gasolina de reserva num galão, e mais corda, enxada, facão, pá, enxadão, matula e água a bordo, debaixo de intensa chuva, a dupla partiu em direção ao destino pretendido. No “Novo Diamantino”, rumamos à esquerda, já no leito enlameado da BR-364, em busca do entroncamento desta com a “estrada” que demandava a São José do Rio Claro, pouco à frente da fazenda Sete Placas, dos irmãos Zulli.
Após uma hora e pouco de trânsito pela BR-364, construída na trilha deixada por Rondon quando da implantação das Linhas Telegráficas de Mato Grosso ao Amazonas,
alguma coisa parecida com uma estrada surgiu à direita. Um picadão batido e meio aplainado pelo uso e trânsito majoritário de tratores e com muito zigue-zague, com vontade de ser verdadeiramente uma razoável via de trânsito. A distância a ser percorrida rondava a casa dos 100 quilômetros. Não havia esperança de melhora na situação a ser enfrentada. Era continuar ou continuar. Assim foi feito.
Do entroncamento, avançamos mais ou menos 50 quilômetros. Pernoitamos no caminho. No galpão de máquinas da fazenda Bóia Fria, do saudoso e prestativo amigo Serafim Ticianel. Era o que de melhor podia oferecer. Para quem estava “perdido”, nada mal. A chuva teimava em cair, contrariando a vontade dos viajantes. No dia seguinte, ainda de madrugada, prosseguimos na tentativa de alcançar São José do Rio Claro. Chegamos quando o sol dava adeus ao dia e com muitas “reclamações” do jipinho, sem escapamento, que roncava, ruidosamente, chamando a atenção dos poucos habitantes do vilarejo. O cansaço dominava. Chegar foi a coroação de um desejo superlativo.
Na localidade havia só uma pensão, e bem rústica, de madeira serrada, banheiro coletivo, sem chuveiro tradicional e com água fria. Nada aconchegante. No dia seguinte, bem cedinho e recuperado do cansaço, café solteiro tomado, conheci uma figura humana com alguns janeiros vividos, bem falante e simpática. Um baiano que tinha vindo do norte paranaense, onde, ainda jovem, trabalhou na ocupação das terras roxas do vale do rio Ivaí nos idos anos quarenta e cinqüenta. À época reduto endêmico da malária. Conhecia bem o que acontecia em São José do Rio Claro.
Amizade formada acompanhou-nos na execução das tarefas apontando os lotes onde havia produção arrozeira, com provável excedente. Milho e feijão eram para o consumo dos próprios colonos. A sobrevivência destes contava ainda com a extração de madeira, principalmente de cedrinho, angelim e peroba rosa. A sua companhia auxiliou bastante o conhecimento da precária realidade local e a avaliação pretendida. Não foi possível, naquela safra (79/80), por absoluta ausência de requisitos mínimos, operar e adquirir o pouco e pulverizado excedente da safra de arroz em casca.
Um fato alheio ao serviço me chamou a atenção. Anotei, guardei e não me esqueci dele. No improvisado e desaparelhado “hospital”, todo de madeira e piso de “chão batido”, sem médico permanente ou mesmo enfermeira de nível superior ou médio, havia um contingente de trinta pessoas internadas. Vinte e nove delas com malária e apenas uma senhora (a esposa do agrônomo Lourival Rezende da EMATER local, recém chegado de Viçosa-MG) à espera de dar à luz. Uma situação impensável nos dias de hoje, mesmo com toda a fragilidade e morosidade do complexo SUS.
Indaguei do baiano amigo como era conviver com aquela indigesta e sofrida situação. E ele, do alto de sua experiência e sofrimento me disse: “Filho, o que acaba com a malária é o pé do homem”. E explicando acrescentou: daqui a alguns anos isso aqui não terá mais esse tipo de doença. O homem na sua sanha de progredir, sem medir conseqüências, abrindo estradas, derrubando a mata, queimando a madeira encoivarada e a vegetação viva, plantando pastos e lavouras, findará a malária. A prosperidade que paulatinamente chegará neutralizará nas pessoas as dores e os sofrimentos do passado. Foi assim no Paraná. Será igual aqui.
A profecia se fez. Não há mais malária. Não existem mais estradas impraticáveis.
Não há mais agricultura exclusivamente de sobrevivência. Não há mais madeira para ser extraída. Quase não se vê mais rios e lagoas com águas puras, cristalinas e livres de contaminação por agrotóxicos. Animais e peixes não são mais abundantes. Restam poucos pioneiros. Até mesmo as lembranças e os fatos narrados se aninham nos escaninhos da memória e do tempo. Lembrá-los é dever dos que diretamente ou indiretamente os vivenciaram, apenas como resgate de uma memória que  precisa ser mantida viva diante de comportamentos e épocas tão diferentes.

Petrônio Sobrinho.

(abril/2013)

domingo, 28 de abril de 2013

SITES DE PESQUISAS INTERESSANTES


Contribuição de Ely Therezinha 

01. Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site Gastarpouco. www.gastarpouco.com

02. Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet: www.cartorio24horas.com.br/index.php

03. Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil,por cidade, por faixa de preços, reservas etc.: www.hotelinsite.com.br

04. Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários: 

05. Encontre a legislação federal e estadual, por assunto ou por número, além de Súmulas dos STF, STJ e TST: www.soleis.adv.br

06. Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa,chegadas e partidas.

07. Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas:http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importanteaspp' 

08. Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar ruas de sua cidade:www.mapafacil.com.br

09. Encontre o mapa (por rua) das cidades, além de localizar cidades:http://mapas.terra.com.br/Callejero/home.asp

10Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades: www.dnit.gov.br

11. Em caso de veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe o furto (o comunicado às viaturas da DPRF é imediato): através do site: 

12. Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio: www.102web.com.br

13. Confira os melhores cruzeiros,datas, duração,preços,  roteiros, etc.:www.bestpricecruises.com/default.asp

14.. Vacina anti-câncer (pele e rins). OBS: ESTA VACINA DEVE SER SOLICITADA PELO MÉDICO ONCOLOGISTA: 

15. Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar: www.picasa.com

16. Semelhante ao Internet Explorer (porém muito mais rápido e eficiente, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, usado como você o desejar):www.mozilla.org.br/firefox

17. Site de procura, semelhante ao Google : www.gurunet.com

18. Site que lhe informa o horário em qualquer lugar do mundo, em tempo real: www.timeticker.com/main.htm

19. Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros: 

20. Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento: 

21. Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas: 

22. Site de conversão de Unidades www.webcalc.com.br/conversões/area.html 

23. Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb: 

24. Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade:www.sendthisfile.com

25. Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercado financeiro. Grátis para Pessoa Física. www.debit.com.br

26. Site que lhe permite falar e (ver, pela internet) com outros computadores, ou lhe permite falar de seu computador com telefones fixos ou celularesgratuitamente  para qualquer lugar do mundo -De computador para computador: voz + imagem; de computador para telefone fixo ou celular.www.skype.com

27. Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo.www.indkx.com/index.htm

28.. Site de câmaras virtuais, funcionando 24 hs por dia ao redor do mundo.www.earthcam.com


terça-feira, 23 de abril de 2013

FAMÍLIA FREIRE RESGATA PIANO NO RIO DE JANEIRO



Da esquerda para a direita: Cita, Carminha, Zuila, Tadeu e Tarciso
Remanescente da Família Freire

O RESGATE DO PIANO EXCELSUS.
Tadeu Freire, economista e "pianeiro".

O músico e construtor de pianos Roque Ribeiro Freire, nasceu em 1911 em Pedras de Fogo - PB, de onde partiu aos dezessete anos para o Rio de Janeiro, com o propósito de trabalhar e estudar música, sua paixão. Com treze anos de idade, executava com maestria o bandolim, e chegando ao Rio, alistou-se no exército, porquanto ali poderia ter renda e chances para estudar música, tocando saxofone e clarinete.
Contudo, seu grande entusiasmo era pelo piano, instrumento que estudou particularmente, e obteve graduação máxima e primeiríssimo lugar da Ordem dos Músicos do Brasil.
Ainda no Exército, já tocava em grandes casas noturnas, hotéis e até animando musicalmente ao piano filmes ainda mudos. Tão envolvido com compromissos musicais interessantes, pediu baixa ao Exército aos 36 anos de idade.
Com vasto conhecimento no mundo musical carioca, abriu várias oficinas de consertos de pianos, onde também negociava instrumentos usados. E mesmo nas casas em que moramos no Rio, eram muitos os pianos então negociados. Minha mãe lembra que certa vez eram 20 instrumentos de marcas diversas.
Após alguns anos, de tanto tocar piano e reformá-los, fez nascer à fábrica de pianos EXCELSUS. Ao longo de uma década, construiu mais de duas centenas de pianos tipo vertical, chegando a inovar no tamanho e aparência, com duas cores, certamente adequando-os à nova realidade dos apartamentos, que não se adequavam aos modelos grandes, pesados e de desenho antigo.
Por muito tempo O EXCELSUS teve grande aceitação, sendo artigo sempre exposto nas vitrines do “Rei da Voz”, grande magazine carioca, recebendo aprovação de expressivos músicos da época. Jaques Klein, considerado então o maior pianista clássico no País, elegeu o EXCELSUS como o melhor piano armário do Brasil.
Para muitos músicos, despertava admiração à performance do pianista Roque, o que não era comum aos construtores e consertadores do instrumento.
Até mesmo o Presidente da República Juscelino Kubistchek, certa vez recebeu-o no Palácio para que ele participasse do aniversário do Presidente, que pediu que fosse executado um dobrado que havia sido composto e presenteado pelo meu pai àquele Chefe da Nação. Anos depois, Juscelino mandou localizar o Roque no Rio e levou-o na grande comitiva que inauguraria a Capital Federal, Brasília. Logo, viveu bons momentos, fruto da sua competência na execução musical, no fabrico e inovação de pianos.
Contudo, ainda nos anos 60, com o evento da televisão e outras modernidades, o usual costume dos pianos nos lares brasileiros foi se extinguindo, resultando numa grande oferta de pianos à venda, em detrimento da compra de novos. E não só a marca EXCELSUS teve prejuízos, tanto que hoje praticamente não restam fábricas genuinamente brasileiras no mercado.
Ademais, o surgimento dos pianos elétricos e posteriormente dos sofisticados sintetizadores, inibiram a comercialização dos pianos acústicos face à praticidade de remoção, dispensa de afinação e até recursos de informática. Também nos anos 60, o Governo Federal retirou a obrigatoriedade das aulas de música no ensino fundamental.
E assim, toda a história do construtor Roque foi à lona, razão pela qual, desgostoso, retornou ao Nordeste, 40 nos depois, trazendo sua mulher Zezinha Freire, hoje com 97 anos e muito lúcida, e cinco filhos: Tadeu, Zuila, Cita, Tarcísio e Carminha. Na condição de primogênito e com dezessete anos à época do encerramento do negócio, participei de todas as dificuldades e naturais prejuízos financeiros.  A tristeza do Roque, com tudo que aconteceu, não o animou a ficar com pelo menos um exemplar do EXCELSUS.
Finalmente, depois de anos de busca, localizei no Rio de Janeiro um piano EXCELSUS muito conservado!  Compramos e o removemos para Recife, ficando agora sob minha guarda com o acordo dos irmãos. E ainda que não tenha estudado música, toco de ouvido (pianeiro, é o nome que se dá), isto porquanto também pratico violão, e por conhecer bem seu braço, trouxe para o piano os acordes e outras dicas mais.
O piano EXCELSUS resgatado encontrava-se no Centro Cultural ArtiPura, na Tijuca, e sua diretora, a Professora Bet Santos, ficou emocionada e contentíssima ao saber do destino desse exemplar, por conta da afeição e admiração que sempre teve pela sonoridade desse instrumento, cabendo ressaltar sua presteza, facilitando a negociação e o embarque do instrumento para Recife.
Enfim, toda a família Freire está felicíssima com o resgate do piano EXCELSUS – já afinado pelas mãos do especialista Chico - e revivendo os tempos então vividos entre Rio de Janeiro e Petrópolis, cidade em que moramos por sete anos antes de virmos para Recife.
E por fim podemos gritar: SALVE ROQUE !


 Casa em Petrópolis-RJ, onde viveu a Família Freire